Epopeicamente foge do garfo
Ulisses de todos os vegetais
Aerodinâmico contingente de astúcia!
Escorrega, resvala na borda do prato
Entra em órbita
Infame galáxia de ferro e fósforo
Arauto verde do caos
Valhei-me, Mendel!
Não há lei que a impeça!
Diabólica esfera hiperativa
Cai no chão, incólume
Pequeno globo insolente!
Irônica redentora
A maior ervilha é menor que o menor dos garfos
E ainda assim ela triunfa, indómita
Lubricamente heróica
Inescrupulosa sacripanta!
Regozijante
Palatável transgressora
Ignora os espinhos frios do talher
Estalactites metálicas
Hastes virtuosas do moralismo banal
Inúteis
Adeus prataria conformista!
Adeus alumínio, repressor intransponível!
Adeus destino inevitável de um trato intestinal!
Eis-me aqui no mundo e livre!
Como uma ervilha de alma deve ser!
Sou do chão, e não do prato!
Mas é surda e dura a sola de um sapato...

4 comentários:
Hahahahaha!
Mais doente que a doença
É um doente amigo meu
Mais doente do que todos
Até mesmo tu e eu
Esse amigo que é doente
É doente mas da cuca
Faz poemas sobre ervilhas
Todo cheio de ternura
Como entender alguém doente,
Doente como ele é?
Com a doença tão presente
Da cabeça até os pé
É simples, eu lhe digo
Por incrível que pareça,
A doença que o ataca
Está também na minha cabeça!
Hahahha
Caralho, gênio!
Das duas uma: ou procura um psiquiatra ou escreve um livro!
Puts....
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